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Ansiedade nos estudos

Tomar remédios para estudar, seja necessário ou não, está longe de ser um fenômeno recente. Há muitos anos os medicamentos já vêm fazendo parte do dia a dia de muitas pessoas e principalmente de jovens e quem estuda para concursos.

Rafaela Rigotti, de 24 anos, diz que toma medicação para ansiedade há pelo menos quatro anos, quando começou a ter crises de ansiedade. “As crises aconteciam geralmente quando eu tinha que interagir com muitas pessoas. A primeira crise aconteceu em uma entrevista de emprego, e depois passaram a ocorrer em locais fechados com aglomeração de pessoas ou quando eu tinha um compromisso, por mais simples que fosse eu já passava mal, então procurei ajuda médica e passei a tratar”, disse.

A jovem conta que voltou a estudar faz um ano e meio e que o medicamento lhe ajuda muito. “Às vezes fica incontrolável, tem dias que nem o medicamento resolve, as crises diminuem de intensidade mas não cessam totalmente. Eu acho que esse medicamento pode sim trazer coisas negativas para a minha saúde com o passar dos anos, mas não consigo me imaginar sem ele”, ressalta a jovem.

“Acredito que sempre existiram situações de maior ansiedade frente a estas situações, como fazer a carteira de motorista, prestar o serviço militar, ou mesmo sair da casa dos pais. O aumento na busca por tratamento parece estar mais ligado à facilidade de acesso aos serviços de saúde, psicologia e psiquiatria, à difusão de informação e uma busca contemporânea por maior qualidade de vida”, explicou.

Segundo o profissional, o tratamento atual, seja medicamentoso ou psicoterápico, é muito tranquilo. As medicações empregadas não trazem grandes efeitos colaterais ou problemas a longo prazo. “Existe muito preconceito ainda com relação ao tratamento: de que vai causar dependência ou deixar sequelas. Na verdade a ausência do tratamento é que pode ser prejudicial. Uma vez que contamos, hoje em dia, com ferramentas importantes para amenizar a ansiedade, angústia, não temos porque não utilizá-las. E o tratamento pode ser de diferentes formas, não quer dizer que vá passar pelo uso de medicação, necessariamente, explicou Ramiro.

Levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para esse perigo. Apesar de uso controlado, os antidepressivos estão entre os medicamentos mais consumidos no Brasil. A venda do Rivotril, por exemplo, saltou de 29,46 mil caixas em 2007 para 10,59 milhões em 2010, quando os brasileiros gastaram pelo menos R$ 92 milhões com o medicamento.

Fonte: Atmosfera Online

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