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Alimentação e Ansiedade

A ansiedade tem se tornado tão comum que o Brasil assumiu o posto de país com a maior taxa de pessoas com esse tipo de transtorno. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgadas em fevereiro, 9,3% dos brasileiros enfrentam alguns dos casos descritos acima. No mundo, 264 milhões de indivíduos sofrem com a ansiedade, número 15% maior do que o registrado em 2005. Apesar de alarmantes, os índices não são irremediáveis. Para lidar com todos esses sintomas existem diversos caminhos, como a alimentação.

O que evitar?

Alguns alimentos, podem provocar uma agitação que não queremos. É o caso da ingestão de bebidas alcoólicas e à base de cafeína. Alimentos com muito açúcar e carboidratos simples (como pão e biscoito) também podem contribuir com quadros depressivos segundo estudo iraniano publicado no Jornal Americano de Nutrição Clínica (The American Journal of Clinical Nutrition).

É preciso ficar atento, ainda, às variações no apetite. “Existem dias que estamos mais tranquilos e menos estressados e outros não. Quando a alteração de apetite se torna frequente e sem causa aparente pode ser um sinal de alerta para um estado deprimido”, reforça Carla.

O que comer?

“A deficiência de alguns aminoácidos e micronutrientes prejudica a produção de neurotransmissores que podem causar modificações no nosso humor e sono”, explica a nutricionista Carla Pelliciari. Para garantir boas noites de sono e relaxamento, Carla indica diversos alimentos:

– ricos em vitaminas B1, que atua nas funções cerebrais relacionadas à memória e cognição (disponível em grãos, cereais integrais, nozes, carnes e legumes);

– abundantes em B6, que ajuda na produção de serotonina, o neurotransmissor do bem-estar (presente na aveia, gérmen de trigo, banana, abacate e batata) e

– com boas quantidades de B12, importante para boa manutenção das disfunções nervosas e atividade mental (encontrada na carne vermelha, ovos, peixe e leite).

Na luta contra a ansiedade também vale apostar em:

– verduras de folha verde e vegetais verde escuros, ricos em ácido fólico, já conhecido pelo papel no desenvolvimento do sistema nervoso fetal;

– lecitina de soja, gema de ovos e leite, que são fontes de colina, essencial para o aprendizado e clareza mental e

– queijos, castanhas e chocolate amargo, que concentram triptofano, motor da disposição e alegria.

Como agir?

A primeira regra é não pular o café da manhã, pois é o momento para estimular áreas cerebrais relacionadas ao prazer, atenção e bem-estar. “O ovo é um excelente exemplo para fazer parte do café da manhã, pois contém a colina na gema, aminoácido essencial para potencializar memória e raciocínio”, reforça a nutricionista. O leite em suas versões integrais, semidesnatado e desnatado também é uma boa pedida.

Outra dica é realizar lanches intermediários, evitando longos períodos em jejum. Nessas ocasiões invista em algo leve e prático, como água de coco em caixinha. Por fim, não devemos esquecer da ambientação das refeições, valorizando espaços serenos, preferencialmente sem televisão e celular.

“Tudo faz parte de um conjunto de hábitos que nos ajuda a levar uma vida melhor, desde mastigar bem para facilitar a digestão até a elaboração de pratos coloridos com verduras, legumes, carnes magras e cereais integrais”, ratifica.

Fonte: Nutrição e Prática Saudável

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