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Autorresponsabilidade

 

A autorresponsabilidade te faz refletir sobre o que é empreender sobre si mesmo; administrando e conduzindo a si próprio para além do seu sucesso e performance profissional; mas reformulando o modo leviano ou infantil com o qual você tem lidado consigo mesmo.

Essa forma de entendimento, diz respeito a sua verdadeira construção como ser humano (bio psíquico social e espiritual);e traz à tona questões inconscientes, muitas vezes aprisionadas e reforçadas por barreiras mentais invisíveis, que se mostram na aparente falta de controle sobre sua história- estou onde não quero estar, faço o que não gosto de fazer, gosto de quem não me quer, quero o que não deveria querer…. Enfim, tudo fora do lugar!

 

Quando não estamos no controle, centrados na responsabilidade de assumir as causas e consequências de nossas próprias vidas, nos tornamos vítimas de pessoas ou situações aparentemente poderosas (em qualquer âmbito); somos vulneráveis, até em relação a nós mesmo, pois somos verdadeiros estranhos ao nosso eu aparente; é como se faltasse a força necessária para virar a mesa. Falta autodomínio- domínio das paixões, das insatisfações, das vontades, etc. Culpamos a tudo e a todos pelas dificuldades de reconhecimento, de sorte, de sucesso, de comunicação, de coragem… Mas não saímos do lugar.

 

Andamos em círculos, nas paredes invisíveis e limitantes que nos cercam, com justificativas de que simplesmente informam, mas não nos convencem, pois não estão conectadas ao nosso eu; não estão internalizadas. Daí surgem frases do tipo:”Você não me entende”. “Não é justo comigo. Eu merecia mais”, “Você é uma pessoa difícil”, “Não mereço que isso esteja acontecendo comigo”, etc. Há o lugar da vítima, e um culpado externo. Não somos donos de nossa vida assim.

Num outro extremo, em vez de operar a partir da culpa, podemos operar a partir do ego e da vaidade (na maioria das vezes cega). Esses tornam-se aparentes guerreiros, conhecedores da vida, agressivos e destemidos em muitos aspectos, mas são vazios, porque as conquistas pela luta, também informam sem o menor preenchimento de alma; e essas pessoas continuam desconectadas de seu eu; precisam do autoconvencimento de que estão no melhor caminho- mas nem sempre é assim. São responsáveis por coisas e posições, mas nunca por si próprios- emocionalmente falando. Deles ouvimos, geralmente: “Sou o máximo”, “Você precisa mais de mim, do que eu de você”, “Não me envolvo”, “Aprendi na raça”, etc.

Mas há um caminho do meio, mais centrado e equilibrado, que promove a reflexão, o autogerenciamento e o direcionamento para o caminho que escolhemos ter; e não para aquele lugar no qual simplesmente estamos, por algum acaso.

Na autorresponsabilidade como “life style” não existe acaso, existe a reflexão, o trabalho sério sobre seus pensamentos, sentimentos e ações (nessa ordem).

Saímos da inconsciência, da falta de controle sobre nós mesmos, e das atribuições de sorte ou destino, e partimos para a atração do que queremos, como queremos, porquê, com quem, onde… de forma que somos totalmente responsáveis pelo que atraímos, aceitamos, construímos e devolvemos ao mundo, como gratidão e reconhecimento de bênçãos e merecimento.

Ser cada vez mais autorresponsável é trazer para si a justificativa que ninguém quer (nem você), e trabalhar na digestão de conceitos sobre você mesmo construídos ao longo de sua história, sem sua permissão; é reformular o que acredita sobre si próprio; é trabalhar na melhoria do seu eu, percebendo-se como um ser capaz de modulações e direcionamentos rumo ao melhor lugar, melhor estado, melhor sensação.

 

Fonte: Luciana Grandin – O Segredo

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